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SUBMUNDO FEMININO Dia Internacional da Mulher 8 de Março - Dia Internacional da Mulher. Comemore, reivindique junto as moças do hip hop carioca.
Escrito por preta às 10h48 [ ] [ envie esta mensagem ] Mais de 1 milhão e preservativos serão distribuídos nos dias de carnaval Salvador – 24/02/06: Segundo Maria do Socorro Faria Chaves, coordenadora Municipal do Programa DST/Aids de Salvador, a ação da coordenação neste carnaval será ampliada. Estarão à disposição dos foliões, 11 pontos de distribuição de preservativos e duas unidades móveis. Dessa forma, a coordenação pretende distribuir cerca de 1 milhão e 200 mil preservativos nos dias de carnaval.
Além desses postos, fixados no circuito do carnaval, a campanha também se faz presente no aeroporto, na rodoviária e nos terminais urbanos de ônibus.
Aids e população negra – em 1º de dezembro do ano passado, o Programa Nacional de DST/Aids, lançou a Campanha Aids e Racismo - O Brasil tem que viver sem preconceito, com o objetivo de dialogar diretamente, pela primeira vez em suas campanhas com a população negra.
Apesar do avanço da contaminação por HIV entre a população negra, é importante ressaltar que este grupo não apresenta nenhuma especificidade biológica que a torne mais susceptível à infecção pelo HIV, entretanto, condições sociais, econômicas e o racismo são fatores que contribuem para a sua vulnerabilidade.
Conforme traz o Boletim Epidemiológico de 2004, o percentual de casos de aids registrados com a variável raça/cor caiu na população que se disse branca – de 65,5% para 62% entre os homens, e de 63,9% para 56,7% entre as mulheres. Já entre a população que se auto-referiu como preta ou parda, ocorreu o inverso. No mesmo período, os percentuais aumentaram de 33,4% para 37,2% entre os homens, e de 35,6% para 42,4% entre as mulheres.
Rachel Quintiliano
Fonte: www.aids.gov.br Escrito por preta às 12h46 [ ] [ envie esta mensagem ] Jovens negros são agredidos e presos injustamente “Sair nas ruas nesse Carnaval me dá certeza de que, apesar de sermos maioria nessa cidade, agente não tem poder em nada”. Assim desabafa o professor de matemática Carlos Alberto Sales, pai do estudante de iniciais C. Conceição, de 17 anos, que no primeiro dia da festa em Salvador (quinta-feira, 23) foi agredido e preso por policiais civis no bairro de Ondina. Por volta da meia-noite, o estudante alega que estava parado junto a amigos e irmãos, vendo a passagem do trio com a cantora Ivete Sangalo, quando começou um grande tumulto com muitas pessoas correndo para todos os lados. “Eu me apoiei em um batente, mas acabei caindo, nessa hora um agente civil chegou me puxando e me batendo”, conta C., ainda indignado. O estudante foi levado junto com seu amigo, o também estudante e vendedor, de 18 anos, Otacílio Nascimento, para o módulo próximo ao local, onde foram insultados a todo tempo por outros agentes. “Ficamos em um cubículo onde só cabiam três, mas tinham mais de sete lá dentro”. Sob a acusação de terem furtado uma máquina fotográfica de uma turista, os estudantes ficaram detidos por mais de 5h, ainda que a suposta vítima houvesse, imediatamente, negado terem sido eles os agressores. “Agente tava chorando, dizendo que não éramos ladrões, mas eles só mandavam calar a boca e ficar quieto, me chamando de vagabundo”. Obrigados a ouvir ameaças e assustados com os gritos dos policiais contra os presos, C.Conceição e seu amigo foram algemados juntos e levados para a 11ª DP, nos Barris. Chegando lá, foram obrigados a se despir e humilhados com frases do tipo “tá chorando porque, na hora de roubar você não chorou, marginal”, proferida por um dos policiais, “que também era negro como eu”, como pontuou o jovem. Intolerância - “Eles não sabem mais distinguir quem é ladrão e quem não é, nas ruas, já tá tão natural prender e bater na gente”, reclama o jovem. Segundo ele, os policiais os prenderam alegando flagrante apesar de não terem nem o objeto roubado, muito menos o reconhecimento da vítima. “Meu filho e o amigo foram algemados junto a criminosos, como se fossem bandidos perigosos. Ficamos esperando a vítima aparecer para apontar os acusados dentre os presos, mas até a hora que saímos, já de manha, não tinha chegado ninguém”, relata o pai. Após conseguir o advogado por meio de amizades, os estudantes foram soltos. Para C. Conceição, o Carnaval já não tem a mesma graça. “Perdi o espírito para brincar, vi minha mãe chorar por minha causa e pra mim isso é raro, então, decidi não sair mais pra rua”. Pensando no que pode ser registrado nos arquivos policiais sobre os rapazes, o professor Sales se diz preocupado com a imagem do filho. “Me preocupo com o futuro dele, já que nada foi provado. Não sabemos se eles vão continuar fichados como ladrões, o que pode prejudicar no trabalho e na vida deles daqui pra frente”. Por Jamile Menezes Fonte: Correio Nagô Escrito por preta às 12h43 [ ] [ envie esta mensagem ] Blocos afros se unem para não ficar fora do Carnaval Por Valéria LimaAlém dos conhecidos blocos afros Olodum, Ilê Aiyê, Muzenza e Malê Debalê são muitas as entidades carnavalescas dedicadas à música negra, com palavras de protesto e conscientização. Esses blocos possuem sérias dificuldades para captarem financiamentos, restando apenas o apoio dado pela Prefeitura, através da Emtursa. Segundo Albino Apolinário, diretor do Reggae O Bloco, “não é possível que um bloco pequeno saia somente com o apoio da Prefeitura” Para solucionar o problema, alguns blocos se uniram para fazer o Carnaval. Foi o caso do Massamalu Alabê, Reggae o Bloco, Afro Liberdade e Malcom X, que sairão juntos somente neste sábado, às 23h, com a participação das bandas Conexão Rasta e Katiguria, com concentração na rua Chile. Os Blocos distribuíram cerca de 1200 fantasias, além de saírem sem cordas para compartilhar a festa com toda a comunidade.
Além dessa parceria, o Reggae o Bloco se uniu ao Xorumi, bloco formado pelo Sindicato de Limpeza Pública, também com 1200 foliões. Dessa vez eles sairão na segunda-feira às 18h, no Campo Grande. Os Blocos contarão com a participação das Bandas Dissidência e Kayamaia.
Fonte: Eletrônico Especial nº 02 Secretaria Municipal da Reparação
Observatório da Discriminação Racial do Carnaval
Salvador-BahiaEscrito por preta às 12h38 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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