 |
 |
 |
| |



|
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, PARAISO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish, Arte e cultura, Livros
|
|
 |







|
|
|
|

SUBMUNDO FEMININO
Sem perdão

Agência France Presse
O emblemático condenado à morte Stanley "Tookie" Williams foi executado com injeção letal na prisão americana de San Quentin (Califórnia), após ter passado 24 anos no corredor da morte e esgotar todos os recursos legais, anunciou nesta terça-feira um porta-voz da administração penitenciária local em entrevista coletiva. Segundo o chefe da guarda de San Quentin, Williams não pronunciou as últimas palavras nem pediu o último jantar. "Ele foi declarado morto à 0h35 (06h35 Brasília)", acrescentou. Entre o início do procedimento propriamente dito e a morte mais de 15 minutos se passaram. Quando a morte foi comprovada, defensores de Williams gritaram "a Califórnia matou um homem inocente", enquanto Laura Owens, madrasta de uma das vítimas, caiu em prantos. Williams, um ex-líder de gangues condenado à pena capital em 1981 pela morte de quatro pessoas, sempre alegou inocência. Na prisão, renegou o passado de violência, escreveu livros para crianças e foi proposto várias vezes para o Prêmio Nobel da Paz. Na segunda-feira, as últimas esperanças de seus defensores de vê-lo escapar da morte foram aniquiladas após a negativa do governador Arnold Schwarzenegger de lhe conceder indulto e a rejeição de um recurso apresentado na Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos. Schwarzenegger, defensor da pena de morte, se negou a comutar sua pena para a de prisão perpétua, uma prerrogativa que só ele tinha como governador do estado, mesmo depois do depoimento de um ex-preso segundo o qual Williams havia sido vítima de uma montagem da polícia. Pouco depois da recusa de Schwarzenegger, a última luz de esperança para salvar Williams se apagou com a rejeição de um recurso posterior apresentado a uma corte de apelação. "Williams não fez ’prima facie’ para demonstrar que sua demanda reúne os requisitos estatutários de uma clara e convincente evidência de sua verdadeira inocência", destacou o juiz da nona corte de apelações em sua decisão. "O pedido para deter a execução foi rejeitado", informou a corte. O caso de "Tookie" Williams agitou os Estados Unidos e reativou o debate sobre o racismo e a pena capital no país. Aos 51 anos, ele foi o centro nos últimos meses de uma ampla campanha pela comutação de sua pena, na qual recebeu o apoio das organizações de defesa dos direitos humanos como a Anistia Internacional, de líderes religiosos como Jesse Jackson, além de celebridades como o rapper Snoop Dogg, Bianca Jagger ou os atores Jamie Foxx e Danny Glover. Após se reunir com o réu na prisão durante 25 minutos, o reverendo disse à emissora de TV CNN que o governador havia escolhido "a revanche no lugar da redenção". Segundo Jackson, o condenado "tinha um sentimento de paz" e não queria "reações violentas nas ruas". O caso de "Tookie", fundador da famosa gangue "Crips" que aterrorizava as ruas de Los Angeles nos anos 1970, teve repercussão internacional em função da personalidade do réu.
No total, 646 pessoas, dos quais 632 homens e 14 mulheres, estão nos corredores da morte e 12 foram executadas desde 1978 na Califórnia, onde nenhum condenado à pena capital recebe clemência desde 1967, quando Ronald Reagan - então governador do estado - salvou da execução um condenado que sofria de uma doença mental.
Escrito por preta às 14h36
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Aids e população negra

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids deste ano tem como tema no Brasil a aids e o racismo. Este tema foi escolhido partindo da perspectiva de que a população negra nunca foi alvo de campanhas de prevenção e ela representa 47,3% da população brasileira, segundo o IBGE. Essa representatividade aumenta quando verificamos que ela representa aproximadamente 65% da população de baixa renda.
No Brasil, apesar da tendência a estabilização da epidemia, os casos de aids vêm aumentando entre a população mais pobre, onde a população negra encontra-se em maior proporção. Daí a importância desta população como protagonista do Dia Mundial de Luta Contra a Aids de 2005.
O 1° de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, é o momento político que irá colocar o tema racismo, e suas conseqüências para os portadores de HIV e para a população negra, na agenda da sociedade.
www.aids.gov.br
Escrito por preta às 16h38
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ ver mensagens anteriores ]
|