O homem toalha

Outro dia desses conheci o Homem Toalha.

A principio um sujeito normal, daqueles que agente acha que é pra casar. Na verdade acho que ele pensava nisso, ou em pelo menos juntar os trapos, os panos de bunda, a escova de dente ou qualquer coisa parecida.

 

A história começou assim...ops é importante dizer que é história mesmo, que os fatos são reais, apesar de claro, como qualquer escritora, vou preservar a identidade verdadeira dos envolvidos.

 

Voltando ao assunto, a história começou assim:

Um dia, lá pelas 7 horas da manhã saio do meu quarto, rumo ao banheiro e dou de cara com uma cena inesperada. Digo cena, porque de fato parecia mais com um daqueles episódios fantásticos de Sex and City.

Bem, minha amiga começa a fazer mímica, àquela hora da manhã foi difícil decifrar, mas ela dizia algo do tipo: “ ele trouxe a toalha”. Enquanto dizia isso, olhava cuidadosamente debaixo da cama a procura sei lá o que.

 

Achei melhor voltar para a cama e esperar o tal homem sair do banheiro.

Ele saiu do banheiro, vi de relance o rosto dele, segundos depois ele saiu de casa e antes que eu pudesse entrar no banheiro, fui interpelada pela tal amiga, que disse com todas as letras: “ele trouxe a toalha, o sabonete e escolheu o lado da cama. Fiquei apavorada, estava até procurando um par de chinelos em baixo da cama”.

 

Eu não consegui dizer nada, precisava ir ao banheiro. Enquanto meditava, sabe como é todo mundo medita no banheiro – pensei: acho que ele, o Homem Toalha, quer juntar os trapos, namorar pra valer.

Sai do banheiro e disse isso para minha amiga, em outra situação é o que muita mulher quer ouvir. Mas neste caso não foi.

 

Acho que ela não queria juntar trapos, ter um namoradinho que escolhe o lado da cama, que vai entrando sem pedir licença.

 

Bem, essa história nunca mais saiu da minha cabeça, não sei porque. Não sei nem se o Homem Toalha ainda existe, nunca mais vi.

Agora ele existe só nessa história, nas mesas dos bares por onde eu passo e principalmente na memória das minhas amigas.